Entenda por que gostamos de sentir medo.
As aulas de ciências ensinam que medo, ansiedade e estresse ajudaram o homem a evitar o perigo e a progredir. Evolutivamente importantes, eles aumentam a eficiência do organismo, deixando-o pronto para a briga. Assim que o cérebro percebe uma ameaça, um sistema chamado circuito do medo entra em ação. Formado por núcleos cerebrais como a amígdala e o hipocampo, ele libera neuro-hormônios e neurotransmissores para defender o organismo. Dopamina, endorfina e adrenalina vão para o sangue, preparando o corpo para a reação. Só que, quando o monstro é de papelão, o cérebro percebe a pegadinha e suspende a produção das substâncias. E a alta da dopamina, que deixa o corpo atento e alerta durante esses momentos, dá sensação de prazer e calma. Como se o corpo ficasse chapado em segundos. “Liberações rápidas de dopamina provocam reações agradáveis e muito prazerosas”, diz Antônio Nardi, coordenador do Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ. “Só quando ela perdura no organismo vêm as reações ruins, como confusão mental e fadiga.”
Assim, dá para entender, por exemplo, por que os filmes de terror não dão sustos o tempo todo. É preciso um intervalo para causar as variações da dopamina e provocar o prazer. Mas só isso não explica o mistério do gosto provocado por quase duas horas de pavor frente à tela do cinema. Uma das hipóteses seria a de que os seres humanos são capazes de sentir emoções misturadas, de tensão e prazer, ao mesmo tempo. Assim, o medo prolongado faria sentido.
Assim, dá para entender, por exemplo, por que os filmes de terror não dão sustos o tempo todo. É preciso um intervalo para causar as variações da dopamina e provocar o prazer. Mas só isso não explica o mistério do gosto provocado por quase duas horas de pavor frente à tela do cinema. Uma das hipóteses seria a de que os seres humanos são capazes de sentir emoções misturadas, de tensão e prazer, ao mesmo tempo. Assim, o medo prolongado faria sentido.
Fonte: Revista Galileu

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