Obsessão Macabra




Entenda por que gostamos de sentir medo. 
As aulas de ciências ensinam que medo, ansiedade e estresse ajudaram o homem a evitar o perigo e a progredir. Evolutivamente importantes, eles aumentam a eficiência do organismo, deixando-o pronto para a briga. Assim que o cérebro percebe uma ameaça, um sistema chamado circuito do medo entra em ação. Formado por núcleos cerebrais como a amígdala e o hipocampo, ele libera neuro-hormônios e neurotransmissores para defender o organismo. Dopamina, endorfina e adrenalina vão para o sangue, preparando o corpo para a reação. Só que, quando o monstro é de papelão, o cérebro percebe a pegadinha e suspende a produção das substâncias. E a alta da dopamina, que deixa o corpo atento e alerta durante esses momentos, dá sensação de prazer e calma. Como se o corpo ficasse chapado em segundos. “Liberações rápidas de dopamina provocam reações agradáveis e muito prazerosas”, diz Antônio Nardi, coordenador do Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ. “Só quando ela perdura no organismo vêm as reações ruins, como confusão mental e fadiga.”

Assim, dá para entender, por exemplo, por que os filmes de terror não dão sustos o tempo todo. É preciso um intervalo para causar as variações da dopamina e provocar o prazer. Mas só isso não explica o mistério do gosto provocado por quase duas horas de pavor frente à tela do cinema. Uma das hipóteses seria a de que os seres humanos são capazes de sentir emoções misturadas, de tensão e prazer, ao mesmo tempo. Assim, o medo prolongado faria sentido. 
Fonte: Revista Galileu

"Beco dos chicletes mascados"

Não dá para saber se está mais para bizarro ou nojento o beco de chicletes mascados (Bubblegum Alley) localizado no centro de San Luis Obispo, na Califórnia. O Bubblegum Alley, como é originalmente chamado, é um marco do turismo local e ficou conhecido por acumular uma enorme quantidade de chicletes mastigados colados em suas paredes, que medem 4,6 metros de altura por 21 metros de comprimento. Qualquer pessoa pode passar por lá e dar a sua contribuição. Além de tirar fotos, muitos turistas comparecem ao local para dar a tradicional lambida nas velhas gomas de mascar, que dão aos muros do beco um visual colorido e alegre.
Há duas versões para a origem do inusitado ponto turístico. Alguns historiadores acreditam que a tradição tenha começado após a Segunda Guerra Mundial, em um evento de graduação de uma escola local. Outros afirmam que a prática teve início na década de 1950, graças à rivalidade entre os estudantes dos colégios San Luis Obispo High School e Cal Poly. O fenômeno nunca mais parou e, nos anos 70, as autoridades locais tiveram que fazer uma gigantesca faxina no beco. Mas desde então ele não foi mais limpo.
Mesmo famoso, o beco é não é considerado uma atração turística oficial. Muitas pessoas usam drogas no local, fazem fezes, urinam e até vomitam nas paredes. Muitos políticos locais, inclusive, consideram o Bubblegum Alley uma monstruosidade.
Os mais criativos, porém, fazem do lugar um espaço de arte, criando com a goma desenhos e frases diversas. Outros chegam a realizar "intervenções", colando junto aos chicletes objetos como moedas e a própria embalagem que reveste a goma de mascar.
Contudo, Bubblegum Alley acabou promovendo a pequena cidade de San Luis Obispo e foi destaque em vários jornais como New York Times e The Guardian.


fonte: site Terra


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